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Hoje pensei em escrever algo sobre a maravilha do Tempo Pascal*, mas encontrei um texto De S. João Crisóstomo tão lindo e profundo que abdiquei do meu direito de redigir um comentário.

“De que serve ornar de vasos de ouro a mesa do Cristo, se ele mesmo morre de fome? Começa por alimentá-lo quando está faminto, e então poderás decorar sua mesa com o supérfluo. Dize-me: se, vendo alguém privado do sustento indispensável, o deixasses em jejum e fosses enfeitar sua mesa com vasos de ouro, achas que ele te seria agradecido? Ou não ficaria indignado? Ou ainda, se vendo-se vestido de andrajos e trêmulo de frio, o deixasses sem roupa para erigir-lhe monumentos de ouro, pretendendo assim honrá-lo, não diria ele que estarias zombando dele com a mais refinada ironia?

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Propagando a barbárie

Publicado: agosto 29, 2009 em Sociedade
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A boa e “velha” internet está cada dia mais versátil. Invadiu a vida das pessoas e criou conceitos. Quem ouvia falar de “excluído digital” a dez anos atrás? Um conceito totalmente novo. Mas este singelo artigo não pretende falar da relação entre internet e “excluídos digitais”. Quer tratar sim da imensa versatilidade da internet, que faz com que ela tenha relação direta até mesmo com um dos ícones da exclusão no mundo, os moradores de rua.

A situação de vulnerabilidade dos moradores de rua não é novidade pra ninguém. Na rua não há qualquer tipo de segurança que se possa encontrar numa casa. Estão sempre expostos às intempéries do tempo, às doenças, aos assaltos e ao senso de humor doentio de alguns seres vivos com aparência humana.

Nem vale a pena listar aqui os inúmeros casos de crimes cometidos por criaturas de classe média contra moradores de rua. Homens incendiados, mulheres estupradas, crianças mortas (não necessariamente nesta ordem) e muitas outras atrocidades dignas do filme “Jogos Mortais”. Mas vale pensar no motivo pra tudo isso. Pura diversão. Uma diversão perversa e distante de qualquer coisa que lembre humanidade. Como os gatos que brincam com os ratos até que morram. Ou como minha cadelinha que se diverte matando gatos lentamente. Diversão de seres irracionais incapazes de compreender a vida.

E a internet nesta história toda? É simples. A internet, além de todas as maravilhosas utilidades de sempre, serve como lupa para observar o comportamento “humano” (eu disse humano?). Advinha a nova coqueluche da produção de pequenos vídeos para internet nos EUA. O negócio agora é gravar agressões contra moradores de rua, ou até entre eles. Alguns seres inanimados (sem alma) chegam a pagar alguém para realizar os maltratos, ou embriagar moradores de rua para depois incitá-los a brigar. Os vídeos fazem tanto sucesso que já estão produzindo compilações em DVD. Uma matéria da AFP (clique aqui pra ver) denuncia a situação.

O sucesso destes vídeos denuncia uma coisa. Esta prática está-se popularizando. Virando algo como uma pegadinha. Todo mundo vê, dá risada e nem pensa que alguém pode ter se machucado com a “brincadeira”. A internet, invenção dos nerds, está virando palco e escola de trogloditas.