Posts com Tag ‘eu’

Tanta coisa boa

Publicado: dezembro 5, 2011 em Egolatria, Poesia, Religião
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É tanta coisa boa que não dá pra ficar calado. Preciso dizer pro mundo que sou amado. Dizer que Deus tem feito coisas maravilhosas na minha vida e que nesses dias tem exagerado. É tanta coisa boa que dá trabalho relacionar. Mas, como diz o esquartejador, vamos por partes. (mais…)

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Escrever algo

Publicado: novembro 28, 2011 em Filosofia, Poesia
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Do nada ressurgiu o gosto pela escrita. O desejo de escrever alguma coisa, qualquer coisa. É que tenho passado momentos intensos e verdadeiros, desses inspiradores. Muita coisa boa acontecendo, algumas coisas não boas e outras que não somam nem subtraem, mas todas muito intensas, muito vívidas. (mais…)

Apatia

Publicado: maio 1, 2011 em Egolatria, Filosofia
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Uma coisa me incomoda. A falta de coisas que me incomodem. Exatamente. Tudo está tranqüilo, como se o mundo fosse perfeito e eu não tivesse com o que me preocupar. Uma apatia que não tem explicação. Isso. Apatia. É o nome correto para o que estou experimentando.

(mais…)

Debito moral

Publicado: dezembro 20, 2009 em Egolatria
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Estou em debito moral com os leitores deste blog. Mea culpa, mea maxima culpa. Passei um longo período sem produzir coisa alguma. Deixei que as traças e as aranhas invadissem o meu pequeno espaço de verborreias. Permiti que chegasse ao ponto de ser cobrado. Isto é a prova total do desleixo e do desrespeito. Desleixo com o blog e desrespeito ao leitor que fidelizei com tanto trabalho (trabalho?). Por isto faço um post de pedido de perdão.

Perdão a todos que porventura visitaram este blog e não encontraram nada de interessante para ver além da velha foto do homem de cabelos cacheados com um largo sorriso amarelo. Não era bem isso que vcs queriam ver.

Perdão a qualquer um que tenha sentido a dor do abandono por conta do meu longo silêncio. Foi assim, eu cheguei com palavras doces e gentis, fiz você pensar de outra forma, seduzi, fiz rir e abandonei sem dizer o porquê, nem mesmo telefonei.

Perdão a você que na falta de algo melhor pra fazer na internet resolveu visitar meu blog e deparou-se com esta cena de desolação. Dizem que a primeira impressão é a que fica, mas em tempos digitais como os nossos, impressões podem ser refeitas várias vezes até que a coisa saia perfeita (e o cliente só vai receber a que estiver perfeita). Reinicie a máquina e tente novamente.

Perdão aos sobrinhos do tio Google que cairam aqui procurando “caminho para a felicidade eterna”. Neste caso a culpa não é minha. Mas vou providenciar alguma coisa sobre o assunto. Quem sabe isso atraia mais leitores pro blog.

E perdão a todos que leram este post piegas e chato. Eu realmente não estou num dia muito inspirado. Mas pelo menos estou de volta.

Falando em estar de volta. Assinem minhas atualizações. Assim vocês sempre vão saber quando tiver alguma coisa nova por aqui. É só clicar em assine agora aí do lado.

Ô mundinho cheio de novidades esse da internet. Passo as minhas horas vagas (horas é pura ironia) no facebook jogando Mafia Wars com um monte de gente que não conheço. Na verdade é um monte de gente de todo canto do nosso pequeno planeta azul. Aquilo até parece uma torre de Babel. Mas até aí tudo bem. Participamos do jogo e tentamos nos comunicar usando a linguagem universal (inglês?) com a ajuda do Google Tradutor. O que me assusta são as outras coisas que acontecem no facebook.

O tempo inteiro recebo convites para os mais bizarros testes, quizz, grupos, aplicativos e páginas inpensáveis. Por exemplo: “seu filho com um famoso”, que mostra como seria seu filho com alguem famoso; ou “que personagem de A Próxima Vítima você é?”, não precisa explicação. Mas um convite de aplicativo em especial me chamou a atenção: “Friends for sale!”. Durante uma semana ignorei o convite até que hoje resolvi tentar entender do que se trata (poderia ser apenas uma frase de efeito). Não é uma frase de efeito.

O aplicativo tem a seguinte proposta: “Comprar e vender seus amigos como animais de estimação!” É exatamente o que está escrito na explicação do app. Compreenda bem a situação eu estou sendo convidado para negociar os meus amigos. O texto ainda continua: “…Faça o dinheiro como um astuto vendedor de animais de estimação” – ganhar muito comprando amigos baratos e vendendo por um preço maior – “ou como uma mercadoria quente!” – ou fazer sucesso como a mercadoria do momento. Imagine a alegria de ser um amigo super-valorizado, vendido por milhões em leilões disputados.

Num mundo onde valores como amizade, honestidade e vida tem sido relativizados ao extremo eu não deveria estranhar uma proposta como esta. Na verdade deveria estar preparado para o dia em que isto se tornar realidade. Terá mais amigos que puder pagar mais. Lojas de amigos oferecendo modelos diversos para todos os gostos e bolsos. Já posso até me ver numa dessas lojas.

– Preciso de um amigo com cerca de 30 anos de idade, que goste de debates mas seja divertido, ouça rock’n’roll e ria das minhas piadas, mas estou sem muita grana no momento. Aceita cartão?

Carro importado: 150.000,00 no mastercard
Casa de praia: 800.000,00 no mastercard
10 amigos para um churrasco: 10,52 no mastercard
Cativar alguém: não tem preço.

Fala disso também

Legio Omnia Vincit

Publicado: novembro 10, 2009 em Egolatria
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Algumas pessoas me perguntaram recentemente sobre esta emblemática frase que acompanha os meus e-mails. Como eu estou pra explicar e não para complicar resolvi elucidar o mistério. Trata-se de um dito latino aplicado ao exercíto romano nos tempos do império. Mas é melhor eu começar do começo.

Quando comecei este blog eu estava passando por um momento extramamente difícil da minha vida. Meu mundo havi desabado num oceano profundo e escuro. Todas as minhas perspectivas, todos os meus planos, tudo desmoronou. Olhava para frente e só via o imenso nada que restou. Olhava para trás e via os escombros da destruição. Assim fica muito difícil viver. Precisava me reeerguer.

Como eu sou um amante das palavras, e sempre acreditei no seu poder transformador, decidi que elas seriam o meu caminho de redenção. Cerquei-me de frases, musicas, poesias, ditados populares, tudo que fizesse menção à superação, à vitória. Foi aí que surgiu na minha mente esta frase: “Legio omnia vinci” (não tenho certeza se é vinci ou vincit). A legião vence tudo.

Diante de um mundo despedaçado eu precisa desta certeza, a legião vence tudo. Não existe derrotam quando estamos unidos numa legião. Este era o segredo do exército romano. A legião. Organizados em grandes grupos, de até 6.000 homens, dividos em coortes, formavam um grande tabuleiro de xadrez que avançava contra os inimigos. Quando os adversários pensavam que estavam vencendo se viam envolvidos pela legião e sem condições de escapar. Era impossível supreender a legião, impossível vencê-la.

Duas características da legião romana me chamam a atenção. Primeiro, eles usavam armas leves, preferindo a agilidade à força. Segundo, eles moviam-se e lutavam como se fossem um único corpo, totalmente coordenados. Assim, sem armas pesadas, sem grande poder de fogo, mas com agilidade e uma unidade incomparável eles construiram o Império Romano, venceram tudo.

Assim estou vencendo os adversários. Desprovido de toda carga que antes carregava com orgulho. Livre e ágil nos movimentos que reconstroem a minha vida. Contando sempre com a ajuda de uma verdadeira legião de amigos e irmãos. Posso exclamar como os soldados romanos: legio omnia vinci.

As pessoas vão para a frente da TV procurar seus heróis. Mesmo que sejam instantâneos como leite em pó, o que importa é que vivam segundo valores que a maioria da população esqueceu de viver, mas reconhece e admira. E não importa se são reais ou obras de ficção (é só observar o fenômeno das novelas). De qualquer forma eles não perdurarão mesmo, existiram apenas enquanto forem notícia ou estiverem em sua temporada de exibição. Aí as pessoas encontram seus modelos. Encontram motivação para seguir em frente, algo por que lutar, exatamente como se fazia com os santos.

Então compreende-se o motivo de tanta gente torcendo pela vitória do mais fraco. Solidária com o sofrimento da mocinha do filme. Orgulhoso do gari que encontrou uma mala de dinheiro e devolveu ao dono. Feliz por ver tanta gente ajudando quem perdeu tudo durante a última tempestade. Mesmo que isso não lhe leve a sair do sofá para agir da mesma, ao menos abre um horizonte de esperança diante da humanidade. O ser humano tem jeito. E acreditar nisto está cada dia mais importante. É o único jeito de não cair no desespero generalizado achando que ninguém é bom, que não há salvação.

Olha só o que eu disse. Coloquei os heróis da TV fazendo o papel de Jesus Cristo, dando aos homens esperança de salvação. A Santa Mãe Igreja que me perdoe a heresia, mas é justamente nestes heróis que as pessoas tem procurado a esperança perdida. Admitem que o presidente falhe, que a polícia falhe, que a família falhe, talvez admitam até que a Igreja falhe. Consideram tudo isso normal. Afinal são todos humanos. Mas continuam precisando de um elemento infalível, que lhes sirva de modelo a ser seguido.

A verdade é as referências se perderam e não sabemos o que fazer. Jesus Cristo talvez seja a única referência que realmente preencha os requisitos para assumir o cargo de referência infalível para o homem. Mas o acesso a ele está tão burocratizado, tão dificultado, que num mundo de praticidades, onde tudo acontece muito rápido, é preferível encontrar modelos mais adequados à realidade vigente, práticos, rápidos, simples e descartáveis. Mas então a referência volta a se desfazer e a necessidade de um eterno não nos deixará em paz jamais.