Arquivo da categoria ‘Egolatria’

Aguarde o sinal

Publicado: dezembro 6, 2011 em Egolatria, Sociedade
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Uma mulher resolveu atravessar a Avenida Getúlio Vargas, a mais movimentada de Feira de Santana, às 13:30, no sinal verde. Distraída, ela não viu o motociclista que se aproximava. Ele tentou desviar, diminuiu a velocidade, mas ela avançou para sua frente e, assustada, paralisou frente a frente com a moto. Inevitável. (mais…)

Tanta coisa boa

Publicado: dezembro 5, 2011 em Egolatria, Poesia, Religião
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É tanta coisa boa que não dá pra ficar calado. Preciso dizer pro mundo que sou amado. Dizer que Deus tem feito coisas maravilhosas na minha vida e que nesses dias tem exagerado. É tanta coisa boa que dá trabalho relacionar. Mas, como diz o esquartejador, vamos por partes. (mais…)

De volta com amor

Publicado: julho 7, 2011 em Egolatria
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Depois de um mês inteiro sem internet (parecia até centro de recuperação) estou de volta. Espero que não acontece outra interrupção dessas. Para evitar novos hiatos resolvi investi meu rico dinheirinho em um celular com acesso a internet, redes sociais e coisas do tipo. Mas preciso atualizar a minha vida aos leitores. Vamos direto ao fato marcante desses dias. Descobri que ficar sozinho é muito bom, muito livre, muito eu. Mas encontrar-se em alguém, ver suas faltas preenchidas por alguém e preencher as faltas deste alguém, é mágico. (mais…)

Meu diálogo com o mundo que me cerca está se tornando algo cada vez mais sui generis. Não consigo entender como alguém que passou pelas experiências que eu passei pode ver o mundo da forma com eu vejo. Às vezes acho que deveria estudar psicanálise para fazer análise de mim mesmo, mas lembro que isso não funcionaria, psicanálise é o único remédio impossível de ser auto-medicado. Até porque se vc consegue se auto analisar, pra que psicanalista?

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Apatia

Publicado: maio 1, 2011 em Egolatria, Filosofia
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Uma coisa me incomoda. A falta de coisas que me incomodem. Exatamente. Tudo está tranqüilo, como se o mundo fosse perfeito e eu não tivesse com o que me preocupar. Uma apatia que não tem explicação. Isso. Apatia. É o nome correto para o que estou experimentando.

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Retorno ao egoísmo

Publicado: outubro 27, 2010 em Egolatria, Filosofia, Sociedade

Hoje quero falar de mim. Faz tempo que não faço isso. Me deixei de lado. Como se meu egoísmo tivesse se transformado num criticismo louco contra tudo que não sou eu.

Chega!!!!

Hoje quero voltar para mim. Quero realmente lembrar-me o quanto sou eu. E como é bom ser eu. Abraçar esse egocentrismo infantil que arrasta todas as coisas na minha direção, tudo gravitando ao meu redor. É entorpecedor ver tanta coisa girando e girando.

Delicioso é saber que uma criatura complexa, egocêntrica, emocionalmente instável, narcisista secundária e com o ego dissociado pode amar-se a ponto de bastar-se. Mas não é um bastar-se que exclua os outros. Gosto dos outros também. Acho até legal estar com os outros, desde que eu possa continuar sendo eu.

É um costume idiota que as pessoas tem de se deixarem moldar pelos ambientes e pelas outras pessoas. Uma fantasia para cada ocasião. Tudo para ser aceito. Que se exploda o pacto social. Sou eu no meio da sociedade. Quem tem problemas consigo mesmo que se esconda nas normas de convivência. Eu amo o que sou e é isso que ofereço a todos.

A única coisa que espero é que quem pretenda se aproximar de mim apresente-me exatamente o que é, sem disfarces, receios, medos. Pode usar reservas. Reservas são formas de proteger a própria individualidade, garantir a existência de um cantinho que seja só seu. Eu não me escondo, mas faço reservas. Tenho coisas que são só minhas e ninguém precisa vê-las, pressenti-las ou imaginá-las. Não abro mão do meu cantinho pra ficar só.

Pronto. Falei um pouco de mim. Nisso falei de um monte de gente que me rodeia e que faz parte de mim. No fim, mesmo meu egoísmo é de um altruísmo catártico. Mas não se engane, ninguém é tão bom assim. Nem eu.

Nota de suicídio

Publicado: setembro 18, 2010 em Egolatria, Filosofia

“No fundo os escritores passam o tempo todo redigindo a sua nota suicida. Os que se suicidam mesmo são os que a terminam mais cedo.

Há os que se suicidam antes para escapar da terrível agonia de encontrar um final apara a nota. O suicídio substitui o final. O suicídio é o final da obra. E os críticos e editores disfarçam afirmando que trata-se de uma obra inacabada.

Há escritores que escrevem um grande livro (ou uma grande nota de suicídio) e depois nunca mais conseguem escrever outro. atribuem a um bloqueio, ao medo do fracasso. Não é nada disso. É que escreveram a nota, mas esqueceram de suicidar-se. Passam o resto da vida sabendo que faltou alguma coisa na sua obra e não encontram o quê. Faltou o suicídio.

Alguém disse que o escritor publica seus livros para livrar-se deles, senão passaria o resto da vida reescrevendo-os. O suicídio substitui a publicação. Ele é a própria publicação. No caso, o livro livra-se do escritor.

No fundo a agonia é saber quando se terminou. Há os que não sabem quando chegaram ao final da sua nota de suicida. Geralmente, são escritores de uma obra extensa. A crítica elogia sua perplexidade, a sua experimentação com formas diversas. Não sabe que não consegue é terminar a nota.

É claro que o computador agravou a agonia. Talvez uma nota suicida definitiva só possa ser manuscrita ou datilografada à moda antiga, quando o medo de borrar o papel com correções e deixar uma impressão de desleixo para a posteridade leva o autor a ser preciso e sucinto. No computador as correções podem ser feitas infinitas vezes, de forma limpa e eficiente. O suicida pode passar o resto da vida melhorando sua nota. Tese: é impossível escrever uma nota de suicídio num computador.”

Esse texto eu escrevi no primeiro semestre da facul de filosofia (nem lembrava mais dele) e o encontrei enquanto “arrumava” minhas apostilas antigas. Como qualquer escritor, não resisti e alterei alguns trechos. O computador é uma droga mesmo.