Arquivo da categoria ‘Cinema’

Frustação

Publicado: setembro 9, 2010 em Cinema, Comunicação, Egolatria

Hoje fui ao cinema assistir um filme que esperei por meses e saí da sala mais frustado que quando fui assistir “O Grito” pensando tratar-se de um filme de terror. O Último Mestre do Ar é uma m…

Tá legal, sou fã incondicional da Lenda de Aang (por favor pronuciem Eng, não repitam os erros da dublagem do filme). Conheço a história inteira em detalhes. Sei que o filme precisaria resumir todo o livro da água em menos de duas horas de filme, mas aquilo não foi um resumo, foi uma mutilação e uma deturpação. Cheguei a desejar sair da sala antes de acabar o filme (isso só aconteceu quando fui arrastado para assistir “Ghost: do outro lado da vida”, quando saí no meio do filme).

Como diria o esquartejador, vamos por partes. Um dos grandes trunfos da série “Avatar: a lenda de Aang” é a forma como a personalidade dos personagens é bem definida e como essas personalidades evoluem no decorrer da história. O filme joga isso no lixo. Mistura os papeis de cada personagem. Não respeita a evolução do menino Aang e o coloca até assumindo um papel de liderança revolucionária diante da primeira tribo da terra que visita. Esse papel é de Katara, pelo menos até a metade da saga. É dela que ele aprende isto.

Não queria falar da construção do roteiro, mas é ponto notável do filme. O roteirista estava completamente bêbado, ou passou todo o serviço para um estagiário. O filme ficou truncado, como um grande album de recortes. Um descontinuidade sufocante.

Junto com isto a ordem dos fatos e a responsabilidade por eles mostram que os produtores nem se deram o trabalho de assistir a série antes de fazer o filme. A idéia de ir para a tribo da água do norte parte de Soca e é dele a proosta de passar pelas vilas durante a viagem. Pior ainda, passa nas vilas com a intenção de libertá-las. Por favor. Durante todo o livro da água a única coisa que move Aang de tribo em tribo é a curiosidade de rever os lugares que frequentava e conhecer os que ouviu nas histórias dos monges. Aang faz turismo. E os embates são evitados.

Como não vai dar pra falar de tudo num post só, vou terminar falando da dublagem. Pronuncias erradas de nomes (interessantemente os nomes dos membros do povo do fogo são pronunciados com perfeição). Expressão tonal sofrível. Quem dubla Aang parece que estava sob efeito de algum alucinógeno, porque não acompanha a interpretação do ator, que aliás é bem básica.

Quem assistiu e gostou, por favor corrija-me. Quem concorda comigo, confirme. De qualquer forma, fale disso vc também.