Arquivo de maio, 2011

Meu diálogo com o mundo que me cerca está se tornando algo cada vez mais sui generis. Não consigo entender como alguém que passou pelas experiências que eu passei pode ver o mundo da forma com eu vejo. Às vezes acho que deveria estudar psicanálise para fazer análise de mim mesmo, mas lembro que isso não funcionaria, psicanálise é o único remédio impossível de ser auto-medicado. Até porque se vc consegue se auto analisar, pra que psicanalista?

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A Torre de Babel

Publicado: maio 13, 2011 em Sei lá o quê

Um belo dia os homens resolveram que seria legal uma torre que alcança-se o céu. Não o céu das nuvens, mas o mais alto dos céus, o céu dos céus, chegar até Deus (como se Ele estivesse longe assim). E Deus, zangado como ostuma estar no Antigo Testamento, instalou a confusão, cada homem passou a falar uma lingua diferente de forma que não mais se entendessem (com as mulheres não funcionaria, elas sempre arranjam um jeito pra botar o papo em dia).70 Torre de Babel - Pieter Brüegel – 1563 – OSM – 114x115

Parece que a confusão perdura até os dias de hoje. Se na Torre de Babel a barreira era o idioma agora são as ideologias, as “verdades” absolutas, auto-afirmações, egoísmo, intolerância e tantas outras coisas que levam os homens a tagarelarem sem jamais se entenderem. E nas pequenas ilhas de diálogo ainda existem as coisas são tão lindas e calmas que deveriam servir de escola para os construtores da Torre.

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Hoje pensei em escrever algo sobre a maravilha do Tempo Pascal*, mas encontrei um texto De S. João Crisóstomo tão lindo e profundo que abdiquei do meu direito de redigir um comentário.

“De que serve ornar de vasos de ouro a mesa do Cristo, se ele mesmo morre de fome? Começa por alimentá-lo quando está faminto, e então poderás decorar sua mesa com o supérfluo. Dize-me: se, vendo alguém privado do sustento indispensável, o deixasses em jejum e fosses enfeitar sua mesa com vasos de ouro, achas que ele te seria agradecido? Ou não ficaria indignado? Ou ainda, se vendo-se vestido de andrajos e trêmulo de frio, o deixasses sem roupa para erigir-lhe monumentos de ouro, pretendendo assim honrá-lo, não diria ele que estarias zombando dele com a mais refinada ironia?

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Roupas, sapatos, jóias, carros, casas e tantas outras coisas nos revestem e revelam o que somos. O que somos? A casca é a laranja? Não. Mas pela casca sabemos que trata-se de uma laranja, quase sempre. Se bem que as limas às vezes me confundem. Mas continuamos sem saber se trata-se de uma laranja doce ou de um limão com mania de grandeza.

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Apatia

Publicado: maio 1, 2011 em Egolatria, Filosofia
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Uma coisa me incomoda. A falta de coisas que me incomodem. Exatamente. Tudo está tranqüilo, como se o mundo fosse perfeito e eu não tivesse com o que me preocupar. Uma apatia que não tem explicação. Isso. Apatia. É o nome correto para o que estou experimentando.

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