Arquivo de agosto, 2010

Eleições

Publicado: agosto 21, 2010 em Filosofia, Política, Sociedade

Tô atrasado pra falar de eleições. Todo mundo já falou deste assunto. Tudo quanto é blog tem um artigo sobre isto. As eleições dão mais Ibope que a copa e o carnaval juntos. Comediantes, jornalistas, novelas e peças de teatro, tudo fala sobre o mesmo assunto. E será assim até conhecermos o(a) novo(a) presidente(a) do Brasil. Presidenta? Pois é. É feio mas é assim que se escreve e deveria se falar.

Diga a verdade. Quantas vezes você ouviu um reporter falar: A presidenta Kirchner tarará a Argentina? É sempre “a presidente”. É impressionante como não zelamos pelo nosso idioma. Optamos sempre pelo mais fácil, pelo mais comum. Dá uma forte impressão de que o melhor é o mais cômodo. De que o mais comum é o que está correto. E que o  certo que exige mudanças provavelmente é um engano. Se é assim é melhor continuar tratando a presidenta Cristina Kirchner por presidente, é mais fácil, soa melhor aos ouvidos.

Este pensamento povoa a nossa ação. Pra que mudar? Pra que mexer no que está bem? Em time que está ganhando não se mexe. E na frente das urnas eletrônicas seria melhor não arriscar. Está bem como está. Pra que se arriscar mais? Já foi arriscado colocar um ex-operário lá (faço questão de frisar bem: EX-OPERÁRIO). Agora a coisa é ver que está em condições de dar continuidade ao trabalho. Manter as coisas como estão. Se está certo ou errado não importa. Importa que está bom assim.

Afinal de contas. É muito mais fácil apostar sempre nos mesmos números. Difícil é ser obrigado a escolher novos números a cada jogo (ainda bem que na casa lotérica tem jogo pronto e escolha randômica).

Chega de tanta preguiça mental. Não se sobe a montanha contentando-se com o que se encontra pelo caminho. É preciso querer mais. É preciso a coragem de seguir para o alto, deixar pra trás o caminho percorrido e continuar percorrendo as novas trilhas que surgem. O que é ruim e o que é bom. O feio e o belo. As tempestades, mas também as calmarias de ontem. Deixá-las para viver as tempestades, calmarias, belezas, feiuras, o que de bom e ruim vier pela frente, para alcançar o cume mais alto, da montanha mais alta que possamos escalar.

O caminho se faz caminhando.

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